2017-06-06

O que é Webmapping?

Introdução ao MapServer >> Capítulo 1

Introdução

  • é uma técnica para visualização interativa de dados geográficos através de aplicações web( Internet/Intranet) e dependendo da estruturação da aplicação, pode-se eventualmente inferir nos dados geográficos através de interfaces web
  • é uma alternativa de consulta de informações, que pode se tornar muito poderosa se combinada à metodologias complementares como relatórios e gráficos
  • não tem o objetivo de substituir todas as funcionalidades de um SIG - Sistema de Informações Geográficas

Vantagens

  • aplicações web são mais fáceis de se utilizar - veja o por exemplo, Google Maps: com dois botões para aproximar e afastar a visão e uma caixa de busca, já proporciona vários recursos
  • independência de plataforma: basta um navegador para acessar a aplicação
  • mobilidade do usuário: o usuário só precisa de uma estação com navegador, ou tablet/celular e acesso à web. Não é necessário uma estação fixa com recursos específicos instalados
  • centralização de dados: as informações ficam centralizadas em repositórios de dados geográficos no servidor de aplicações
  • interoperabilidade: aplicações web podem interagir com sistemas desktop ou outros sistemas web com base em protocolos de comunicação e troca de dados

Desvantagens

  • por se tratar de aplicações que entregam essencialmente mapas/imagens, o consumo de rede tende a ser mais alto do que aplicações de envio/recepção de dados alfanuméricos - logo, banda larga se torna um fator essencial
  • operações de processamento pesado de dados, normalmente são mais adequadas para ambientes locais e/ou aplicações desktop

Funcionamento

Esquema geral de funcionamento de uma aplicação webmapping - Eduardo Kanegae, 2005
  1. Navegador web: corresponde ao principal software de interface de usuário. Por meio de um navegador o usuário acessa um endereço que contém a aplicação web;
  2. Um servidor web, como o Apache ou IIS, é o elemento responsável pela publicação de textos, arquivos HTML, imagens, scripts e hyperlinks em uma conexão web;
  3. O servidor web comunica-se com um "motor webmapping" – como o MapServer, GeoServer ou ArcGIS Server – que é o componente responsável por realizar a leitura parametrizada de fontes de dados geográficos( um ou mais camadas), efetuar uma operação específica( aproximar, afastar, deslocar, classificar, localizar, etc...) e converter o resultado de uma requisição em uma imagem( PNG, JPG, GIF) ou em formatos de saída específicos;
  4. Caso a aplicação necessite de uma grau de customização além do padrão que a plataforma de webmapping disponibilizar, em alguns casos, existe a possibilidade de se efetuar uma customização mais aprimorada usando-se linguagens de programação;
  5. Os dados geográficos devem ser armazenados em formato padrão suportado pelo software de webmapping, em bancos de dados ou através de canais webservices;
  6. O banco de dados compreende as informações de interesse dos usuários e deve estar estruturado de modo que seus dados possam ser relacionados aos dados geográficos e consequentemente possibilitar o usuário a obter respostas relacionadas ao seu negócio.

Reflexões


  • Interoperabilidade: seja em ambientes públicos ou privados, existe a necessidade de se integrar dados oriundos de diferentes fontes e formatos;
  • Compatibilidade com padrões mundiais: iniciativas como o Open Geospatial Consortium tem o objetivo de criar especificações padrões para o desenvolvimento de aplicações SIG. Sistemas compatíveis com os padrões OGC garantem que em casos de substituição de componentes de software, se evite a alteração de estruturas  de dados/aplicações ou protocolos de comunicação;
  • Aproximação ao SIG: a evolução de hardware, software e qualidade de conexão à Internet, possibilita que aplicações webmapping se enriqueçam cada vez mais de recursos, tornando-se mais próximas dos SIGs;
  • Open Source: o uso de soluções e aplicativos open source possibilita a redução de custos de licenciamento de software e maior continuidade de manutenção, uma vez que softwares desta categoria não fazem grandes mudança estruturais que causem o rompimento de compatibilidade com legados anteriores. Por exemplo, o próprio MapServer - afinal, a primeira versão deste material foi escrita em 2005 e salvo algumas atualizações, os conceitos base ainda são os mesmos.